quarta-feira, julho 06, 2005

When I become an evil overlord

Já pensaram o que fariam se quisessem conquistar o mundo? Eu já (é estranho as coisas em que penso logo de manhã antes do café... anyway...). Com a ajuda desta fabulosa lista (The Top 100 Things I'd do if I Ever Became an Evil Overlord) todos os potenciais vilões escusam de cometer erros de amador :). Ficam aqui algumas das minhas favoritas, divirtam-se e sejam maus!! :):)


7. When I've captured my adversary and he says, "Look, before you kill me, will you at least tell me what this is all about?" I'll say, "No." and shoot him. No, on second thought I'll shoot him then say "No."

11. I will be secure in my superiority. Therefore, I will feel no need to prove it by leaving clues in the form of riddles or leaving my weaker enemies alive to show they pose no threat.

20. Despite its proven stress-relieving effect, I will not indulge in maniacal laughter. When so occupied, it's too easy to miss unexpected developments that a more attentive individual could adjust to accordingly.

24. I will maintain a realistic assessment of my strengths and weaknesses. Even though this takes some of the fun out of the job, at least I will never utter the line "No, this cannot be! I AM INVINCIBLE!!!" (After that, death is usually instantaneous.)

40. I will be neither chivalrous nor sporting. If I have an unstoppable superweapon, I will use it as early and as often as possible instead of keeping it in reserve.

46. If an advisor says to me "My liege, he is but one man. What can one man possibly do?", I will reply "This." and kill the advisor.

71. If I decide to test a lieutenant's loyalty and see if he/she should be made a trusted lieutenant, I will have a crack squad of marksmen standing by in case the answer is no.
Nota: This Evil Overlord List is Copyright 1996-1997 by Peter Anspach <anspach@aftermath.math.uoknor.edu>. If you enjoy it, feel free to pass it along or post it anywhere, provided that (1) it is not altered in any way, and (2) this copyright notice is attached

segunda-feira, julho 04, 2005

A igualdade que tarda

Estive a pôr a leitura dos blogs em dia e no Renas e veados e no Farpas e Bitaites li artigos referentes ao teste à homofobia em Lisboa realizado pelas Panteras Rosa. Os resultados não são muito encorajadores, parece que por muitas renovações que façam à imagem da capital a verdade é que pouco muda nas mentes daqueles que a habitam. É a confirmação daquilo que já todos sabemos, Lisboa (e Portugal em geral) não é uma cidade cosmopolita ou tolerante. Para fazer parte da Europa é preciso mais que geografia.

Um gesto tão simples como um abraço ou um beijo é ainda tão problemático que é transformado num acto de afirmação em vez de ser uma simples manifestação de carinho.

domingo, julho 03, 2005

O regresso

Pois é, durante a semana passada não publiquei um único texto. É vergonhoso, sou um péssimo blogger... as pessoas habituam-se a passar por cá e eu nem tenho a cortesia de mudar um pouco a casa. Podia usar a desculpa do habitual (a falta de tempo) mas a verdade é que esta semana não me apeteceu sequer tocar no pc em casa. Tive uma espécie de alergia à tecnologia e preferi fazer outras coisas.

Mas agora estou de voltei à civilização, liguei o telemóvel outra vez, vi o email, comentei no blog, etc. Estes períodos de “isolamento” fazem bem, para arejar as ideias e dar descansar a mente.

Ficam aqui as coisas que me ocuparam durante esta semana:











Em breve espero ter novidades da minha mudança de rumo profissional, embora deva confessar que a coisa está complicada...

sábado, junho 25, 2005

Encruzilhada

Tenho que confessar que quando estive doente em casa não trabalhei quase nada, estive antes ocupado com exercícios de auto-avaliação da minha vida profissional e académica. Quando uma fase da nossa vida está a chegar ao fim é tempo de fazer análises e tirar conclusões para o futuro. O que acontece quando o saldo não é positivo? Na minha perspectiva existem duas opções:
a) Fazer e de conta que tudo está bem e seguir em frente.
b) Admitir que cometemos um erro.

Eu escolhi a opção b). Admito que fiz escolhas erradas e que com isso comprometi o meu tempo e energia durante um longo período de tempo. Quando se percebe que o que o caminho profissional que estamos a seguir não nos está a proporcionar o mínimo de satisfação não existe, na minha opinião, qualquer opção que não seja reconsiderar todo o percurso. É altura de tirar o plano B da gaveta (ou mesmo o C). Agora a questão é avaliar o estrago à minha vida e decidir que caminho é que se escolhe agora.

Quanto ao tempo perdido não há nada a fazer, foi um custo inevitável e sempre posso dizer que valeu a pena, nem que seja pela experiência que me proporcionou. Quanto ao caminho a seguir a partir de agora a coisa é mais complexa:
a) Fazer o que realmente estamos interessados.
b) Fazer o que achamos ser mais lucrativo.
c) Seguir uma opção intermédia.

Neste momento sinto uma necessidade de seguir o que realmente me atrai (dentro do limite da razão comercial – porque infelizmente não me posso dar ao luxo de perseguir os meus interesses intelectuais sem ter em mente qualquer tipo de considerações económicas). A grande questão é saber se a mudança desejada é possível. Em breve espero partilhar com vocês o resultado da minha tentativa de mudança :)

quinta-feira, junho 23, 2005

Having a Karen day

Pois é ontem dei o meu grito de revolta e estou de férias (enfim pelo menos não tenho que ir ao escritório...embora tenha que trabalhar em casa...). Estando eu com um pouco de febre o meu chefe achou por bem dizer para eu ir para casa para diminuir o ritmo de trabalho (isso claro depois de eu ter passado o dia a ser sarcástico – quando fico adoentado a minha disposição fica ainda pior que o habitual). Para quem quiser ficam aqui as minhas dicas para bons comentários saídos da experiência e sabedoria de Karen Walker, uma das personagens mais divertidas da TV (e funcionam mesmo ;) ):



«I’ve got a fake laugh with your name on it» - para o colega que se julga engraçado.

«X that blouse hurts like a hangover» -para a colega com problemas de daltonismo.

«Husbands come and go but the Chanel slingback is forever» - o que se diz à colega que não pára de se queixar do namorado que a deixou.

«You say ‘potato’ I say ‘vodka’» - para quando o chefe não concorda com o que dizemos.

quinta-feira, junho 16, 2005

Está-se a trabalhar demasiado quando...

... se olha para o registo das conversas do messenger e se repara que todas as que são de natureza profissional parecem estar escritas num jargão arcano que para qualquer ser humano normal seria impossível de decifrar.

... se começa a achar que 16:00 é uma hora perfeitamente normal para almoçar.

.... se mandam emails às 22:00 e se espera honestamente obter uma resposta no próprio dia.


Estejam à vontade para acrescentar as vossas ideias/experiências...

Novos sons

Seguindo as dicas deixadas pelo meu vizinho Draco resolvi ouvir um pouco de Michael Bublé e devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendido. Gostei do ritmo, da voz e da melodia. Fica aqui uma das suas músicas (por acaso já tinha ouvido várias versões desta música mas esta é a que mais gostei).


Feeling Good


Birds flying high, you know how I feel
Sun in the sky, you know how I feel
Breeze driftin' on by, you know how I feel
It's a new dawn
It's a new day
It's a new life for me
And I'm feelin' good
I'm feelin' good

Fish in the sea, you know how I feel
River runnin' free, you know how I feel
Blossom on the tree, you know how I feel
It's a new dawn
It's a new day
It's a new life for me
And I'm feelin' good

Dragonfly out in the sun, you know what I mean, don't you know
Butterflies all havin' fun, you know what I mean
Sleep in peace when the day is done, that's what I mean
And this old world is a new world
And a bold world for me
For me

Stars when you shine, you know how I feel
Scent of the pine, you know how I feel
Oh freedom is mine and I know how I feel
It's a new dawn
It's a new day
It's a new life
It's a new dawn
It's a new day
It's a new life
It's a new dawn
It's a new day
It's a new life
It's a new life for me
And I'm feelin' good
I'm feelin' good
I'm feelin' so good
I feel so good

quarta-feira, junho 15, 2005

O ingrediente principal


Não liguem a esta divagação da minha imaginação... este romântico incurável está a sentir falta do elemento essencial da vida, o amor.

terça-feira, junho 14, 2005

Às vezes o silêncio é mesmo de ouro

Já experimentaram ser o rapaz do microfone numa conferência com mais de 60 pessoas? Eu tive essa experiência hoje ao fim da tarde...muito divertido (especialmente depois de fazer uma sesta muito discreta enquanto um dos oradores mais aborrecidos falava sem fim à vista – acordei mesmo a tempo de bater palmas).

Antes dos discursos e da sessão de debate foi aquele convívio morno que antecede estes eventos em que as pessoas vão chegando gota a gota e as perguntas são sempre as da praxe (para quem trabalha/ projectos em curso/ elogios vazios). Há sempre quem tenha a originalidade de perguntar como é que nós estamos e aí eu respondi que estava cansado (e não é nenhuma mentira). A resposta à minha reacção foi um ar de desespero, como que a dizer “por favor tirem-me daqui” ou “onde é que estão as pessoas interessantes?”.

Pronto admito que aqui a falha é minha. Fazem-me uma pergunta trivial de salão e eu caio no erro primário de responder com a verdade em vez de usar a resposta ensaiada modelo A23 que já foi usada e testada um sem número de vezes em circunstâncias parecidas. Eu sou daqueles que não gosto muito de fazer perguntas da treta, se pergunto algo é porque estou interessado. Essas conversas que não são conversas (e que alguns chamam erroneamente cortesia) cansam-me.

Pontualidade e refeições

Hoje tinha que falar com dois colegas meus para ajustarmos os últimos pontos de uma apresentação que temos que fazer e para esse efeito combinei uma reunião para as 12:00... agora são 13:30 e nem sinal das aves raras. Grrrr...

Odeio esperar! Mesmo desde miúdo sempre detestei esperar seja pelo que for. Quando era mais novo detestava a espera porque me deixava ansioso e agora continuo a não gostar por essa e outras razões: consome-me tempo e quando essa espera é resultado de (in)acção alheia isso reflecte uma falta de consideração.

Até agora nem um telefonema, nem um email, nem um fax do pessoal trabalhador (aka colegas). Porreiro! Vou sair para almoçar. Eles que se danem e que se entendam quando resolverem aparecer.

Hm...acho que hoje vou pedir uma boa sobremesa, café e brandy...não há pressa...

domingo, junho 12, 2005

The devil is back

Ao fim da tarde resolvi sentar-me com um chávena de café e este livro. Para quem gosta de BD este é na minha opinião um must.



O enredo da história gira à volta de Lúcifer (sim o diabo em pessoa) que se reformou. É verdade, após uns milénios até o inferno se tornou monótono. E como tal abdicou do seu trono e abriu um bar em L.A.

Mas parece que o todo poderoso ainda precisava de uma ajuda para resolver uns assuntos e manda um dos seus emissários para subornar o ex-príncipe deste mundo, e como não podia deixar de ser Lúcifer faz-se pagar bem. Ao fazer o serviço sujo do céu Lúcifer prova ser merecedor da sua reputação, mostrando-se frio, manipulador, sempre em pleno controlo da situação e no entanto mantém-se charmoso e totalmente malévolo - I've always had a thing for bad boys :)

Esta saga (‘Lucifer’) começou nos livros de Neil Gaiman (‘Sandman’). Gostei muito do primeiro livro ('Devil in the Gateway') da série. Deu-me vontade de ir já ler o segundo. O melhor é fazer mais café...
Não resisto a deixar aqui o texto da primeira página:

“The bible tells that story in terms of time – one thing after another. First there was darkness. Then there was light.”

“Your people remember it differently. They see the darkness as a tunnel that they crawled through to reach the light. A vertical tunnel. The light was in another place far above.”

“This means nothing to you, does it?”

“In any case they tell the story as a journey. A hard an terrible journey. The place where they started from was first world.”

“Where the darkness was. Where it still is.”

“Understand me. Whatever lived there then lives there still, though your kind abandoned this place half a million years ago. There are forests of black oaks, a hundred feet tall, standing invisible in the dark. There are creatures... predators... that have not eaten in geological ages.”

“you have forgotten the voiceless, but they have not forgotten you. They want you to come home. Want the feel of your fear and your worship. But while the darkness is a home for them, for you it was only a womb.”

“You betrayed them...”

“...when you were born into the light

sábado, junho 11, 2005

O que me dava mesmo jeito



A coisa está mesmo má por estes lados... até os meus fins de semana estão a ser ocupados. Já estou farto de dizer que preciso de mais tempo para completar as coisas mas ninguém ouve. Quer queira ou não este mês vai ser daqueles... Preciso de férias urgentemente.

quinta-feira, junho 09, 2005

Os frutos do tempo

Normalmente almoço sozinho. Este hábito já é “antigo” e tem várias razões de ser. Entre elas o facto de gostar de ter o meu tempo diário de paz interior para poder pensar sem interrupções, de detestar fazer conversa da treta com pessoas que não conheço bem e de nunca ter sido a pessoa mais popular do mundo. Mas hoje foi diferente.

Hoje almocei com a Cristina, uma colega minha que raramente vejo (por ela estar sempre a viajar) mas com quem gostei de colaborar em alguns projectos. A Cristina é aquele tipo de pessoa que é naturalmente afável e cujo grande trunfo é impedir arrufos entre os vários egos envolvidos nos projectos que coordena.

Foi um daqueles almoços que se prolongam por duas horas (patrão fora dia santo na loja...) e em que a conversa fluiu de forma natural passando por temas como a nossa vida privada (dentro de limites estritos que nunca foram formalmente definidos mas que ambos entendemos), história, política e trabalho. Raramente consigo ter conversas de jeito com colegas de trabalho e este foi sem dúvida um intervalo que muito apreciei. Fiquei a saber que afinal Cristina além de ser uma boa colega de trabalho (apesar da sua tendência irritante para confirmar mil vezes o mesmo ponto) é também mais preceptiva do que lhe dei crédito.

Este pode muito bem ter sido o começo de uma boa amizade. Este espaço entre nós os dois (ou formalidade dependendo da opinião) que por muitos pode ser interpretado como impessoal é algo que valorizo muito. Tudo o que vale a pena custa, as relações, sejam de que tipo forem, vão-se construindo, com tempo e respeito pelos espaços pessoais dos outros. No mundo do instantâneo sei que a maioria não me percebe. Mas sinceramente há muito tempo que deixei de estar interessado na opinião da maioria.

quarta-feira, junho 08, 2005

Prefiro os filisteus



Este quadro ('Reclining Man with Sculpture') de Francis Bacon (1909-1992) foi recentemente emprestado pelo museu de arte contemporânea de Teerão (Irão) a uma exposição em Edimburgo. Até aqui tudo bem. Mas parece que esta obra esteve trancada nos cofres do museu durante 25 anos (ou seja, desde a revolução islâmica). De facto a obra esteve escondida tanto tempo que foi esquecida pelo mundo, sendo que nem catalogada estava. A razão para a censura é que Bacon era um artista abertamente homossexual e foi considerado como um exemplo da decadência e imoralidade do Ocidente e do regime do Shah.

Além deste quadro existe ainda outro (‘Two Figures Lying on a bed with Attendant’) que continua fechado nos cofres do museu – mas este já se encontrava catalogado já que mostra dois homens numa cama. A fobia é tanta que o museu nem sequer possui uma imagem online do dito quadro.

Com este tipo de atitudes para com as artes e a homossexualidade se calhar foi uma sorte não terem destruído as peças.

Conversas sobre ilusões e esperança

Estava a passar pelo Renas e Veados quando dei com esta discussão e resolvi meter-me na conversa. O assunto era a posição (mais que) ambígua dos católicos progressistas dentro da Igreja Católica. Passo a reproduzir o comentário inicial do Hetero_doxo:

«Um LGBT católico não tem a mínima idoneidade para falar de homofobia, machismo, xenofobia... Devia limitar-se a rezar para que deus lhe perdoe a sua pseudo-vida


Para já devo dizer que sou ateu, materialista e céptico. Tenho uma completa aversão a organizações religiosas de todos os tipos e em especial àquelas que têm tiques autoritários e políticos.

Dito isto, acho que já é altura de muito católico tolerante (LGBT ou não) cair na realidade e encarar a organização da qual faz parte. Continuar com ilusões e palavras vazias sobre o amor do tal carpinteiro que é suposto ter morrido há dois milénios é contraproducente, para todos.

Os meus comentários (e de outros) nesta temática podem parecer agressivos mas existe uma razão para isso. Quando se sente na pele os resultados da intolerância e ódio dos exaltados representantes de muitas religiões toda a questão deixa de poder ser interpretada como algo puramente intelectual, não fica muito espaço livre para compreensão e diálogo.

Eu não comecei esta guerra mas recuso-me a reviver o passado. Não serei mais uma vítima. Never again!