Um café amargo
Estava hoje a almoçar sozinho (como é meu hábito) e a pensar em tudo e em nada quando no fim da refeição, estando eu a saborear o meu café, veio-me à cabeça a conversa que tive com o meus pais este fim de semana.
Estávamos calmamente a trocar ideias e a conversar sobre o que se passava nas nossas vidas, quando o meu pai se vira para a minha mãe e diz-lhe que tinha encontrado na 6ª feira o fulano x, aquele maricôncio. Há já muitos anos que me treinei a mim mesmo para nunca mostrar qualquer reacção exterior a seja o que for. Mas lá dentro, doeu.
Ainda não contei ao meu pai (por razões que não explicarei neste post, mas que com certeza não serão estranhas a muitos dos que me lêem) mas sempre o encarei como uma pessoa progressista, mas há vezes em que lhe saem coisas destas e eu fico desiludido. A tendência para esperar que os nossos pais sejam especiais, a excepção à regra, é irrealista e eventualmente temos que encarar a realidade. Eles são pessoas comuns com falhas comuns.
Anos menos felizes criaram em mim uma certa frieza, uma tendência para nunca deixar as emoções à solta, para as analisar, compreender e agir sobre elas de forma racional algures no futuro. Mas episódios como este lembram-me que mesmo ao fim de anos de preparação ainda dói muito quando alguém que me é importante me magoa (mesmo sem o saber).
O café deixou-me um gosto amargo na boca e uma sombra na mente.
Estávamos calmamente a trocar ideias e a conversar sobre o que se passava nas nossas vidas, quando o meu pai se vira para a minha mãe e diz-lhe que tinha encontrado na 6ª feira o fulano x, aquele maricôncio. Há já muitos anos que me treinei a mim mesmo para nunca mostrar qualquer reacção exterior a seja o que for. Mas lá dentro, doeu.
Ainda não contei ao meu pai (por razões que não explicarei neste post, mas que com certeza não serão estranhas a muitos dos que me lêem) mas sempre o encarei como uma pessoa progressista, mas há vezes em que lhe saem coisas destas e eu fico desiludido. A tendência para esperar que os nossos pais sejam especiais, a excepção à regra, é irrealista e eventualmente temos que encarar a realidade. Eles são pessoas comuns com falhas comuns.
Anos menos felizes criaram em mim uma certa frieza, uma tendência para nunca deixar as emoções à solta, para as analisar, compreender e agir sobre elas de forma racional algures no futuro. Mas episódios como este lembram-me que mesmo ao fim de anos de preparação ainda dói muito quando alguém que me é importante me magoa (mesmo sem o saber).
O café deixou-me um gosto amargo na boca e uma sombra na mente.

3 Comments:
Gajo, por experiência própria, olha que às vezes somos surpreendidos. E as opiniões mudam. Principalmente quando certas situações batem à porta. E o que é maricôncio de repente vira pessoa.
Ass: Gattaca
Espero que tenhas razão Gattaca, para o bem da minha relação com eles.
Ele quando souber vai-se arrepender das milionésimas vezes que chamou maricônço a alguém...
:-)
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