Os frutos do tempo
Normalmente almoço sozinho. Este hábito já é “antigo” e tem várias razões de ser. Entre elas o facto de gostar de ter o meu tempo diário de paz interior para poder pensar sem interrupções, de detestar fazer conversa da treta com pessoas que não conheço bem e de nunca ter sido a pessoa mais popular do mundo. Mas hoje foi diferente.
Hoje almocei com a Cristina, uma colega minha que raramente vejo (por ela estar sempre a viajar) mas com quem gostei de colaborar em alguns projectos. A Cristina é aquele tipo de pessoa que é naturalmente afável e cujo grande trunfo é impedir arrufos entre os vários egos envolvidos nos projectos que coordena.
Foi um daqueles almoços que se prolongam por duas horas (patrão fora dia santo na loja...) e em que a conversa fluiu de forma natural passando por temas como a nossa vida privada (dentro de limites estritos que nunca foram formalmente definidos mas que ambos entendemos), história, política e trabalho. Raramente consigo ter conversas de jeito com colegas de trabalho e este foi sem dúvida um intervalo que muito apreciei. Fiquei a saber que afinal Cristina além de ser uma boa colega de trabalho (apesar da sua tendência irritante para confirmar mil vezes o mesmo ponto) é também mais preceptiva do que lhe dei crédito.
Este pode muito bem ter sido o começo de uma boa amizade. Este espaço entre nós os dois (ou formalidade dependendo da opinião) que por muitos pode ser interpretado como impessoal é algo que valorizo muito. Tudo o que vale a pena custa, as relações, sejam de que tipo forem, vão-se construindo, com tempo e respeito pelos espaços pessoais dos outros. No mundo do instantâneo sei que a maioria não me percebe. Mas sinceramente há muito tempo que deixei de estar interessado na opinião da maioria.
Hoje almocei com a Cristina, uma colega minha que raramente vejo (por ela estar sempre a viajar) mas com quem gostei de colaborar em alguns projectos. A Cristina é aquele tipo de pessoa que é naturalmente afável e cujo grande trunfo é impedir arrufos entre os vários egos envolvidos nos projectos que coordena.
Foi um daqueles almoços que se prolongam por duas horas (patrão fora dia santo na loja...) e em que a conversa fluiu de forma natural passando por temas como a nossa vida privada (dentro de limites estritos que nunca foram formalmente definidos mas que ambos entendemos), história, política e trabalho. Raramente consigo ter conversas de jeito com colegas de trabalho e este foi sem dúvida um intervalo que muito apreciei. Fiquei a saber que afinal Cristina além de ser uma boa colega de trabalho (apesar da sua tendência irritante para confirmar mil vezes o mesmo ponto) é também mais preceptiva do que lhe dei crédito.
Este pode muito bem ter sido o começo de uma boa amizade. Este espaço entre nós os dois (ou formalidade dependendo da opinião) que por muitos pode ser interpretado como impessoal é algo que valorizo muito. Tudo o que vale a pena custa, as relações, sejam de que tipo forem, vão-se construindo, com tempo e respeito pelos espaços pessoais dos outros. No mundo do instantâneo sei que a maioria não me percebe. Mas sinceramente há muito tempo que deixei de estar interessado na opinião da maioria.

2 Comments:
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