Yes, minister

Comprei há uns tempos esta série (que realmente já é um clássico) e hoje vou rever uns quantos episódios. Cada vez que a vejo não param de me surpreender as semelhanças com o nosso rectângulo à beira mar plantado. A corrupção, a incompetência, o nepotismo, a mentalidade de “uma mão lava a outra” e tantas outras desgraças que caracterizam as nossas “grandes democracias” modernas.
Os conspiradores:

Jim Hacker (Paul Eddington): o ministro cretino que procura desesperadamente assegurar a sua sobrevivência política e popularidade seja a que custo for (que pelos vistos possuía tantas qualidades que nas últimas temporadas da série foi eleito primeiro ministro).

Sir Humphrey Appleby (Nigel Hawthorne): o secretário maquiavélico, um cínico inveterado que conhece o sistema por dentro e por fora que não perde uma oportunidade para promover os seus interesses explorando o carácter fraco e inseguro de Hacker.

Bernard Wooley (Derek Fowls): o assistente, que anda sempre com a sua lealdade divida entre Hacker e Sir Humphrey, ora dando ouvidos à sua consciência ora aos seus próprios interesses e carreira.
Um trio que podia representar de forma credível muitos governos, de Londres a Tóquio de Washington a Lisboa. Uma série que se recomenda vivamente.

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